Após uma rápida e tranquila entrada em Honduras, seguimos direto para a fronteira com El Salvador (El Amatillo), que fica 130 km dali.

O motivo de cruzarmos direto para El Salvador foi explicado neste post aqui. Nós voltaríamos para Honduras mais pra frente, quando estivermos na Guatemala, pois os pontos principais do país ficam mais ao norte, próximos ao lado caribenho.

A estrada de Guasaule (fronteira de Honduras com a Nicarágua) até Choluteca (primeira grande cidade de Honduras após a fronteira) não está em boas condições. Há obras pela pista e muitos buracos, mas não é o fim do mundo que alguns viajantes pintaram para nós. No Peru, por exemplo, passamos por estradas muito piores. O trecho até a cidade de Choluteca tem 45 km, mas a pior parte fica nos primeiros 20 km após entrar em Honduras. Depois a estrada fica bem decente e segue assim até a fronteira com El Salvador.

Chegamos às 15:00 na fronteira El Amatillo, depois de dirigir pouco mais de 2 horas e meia. Novamente a migración e aduana são no mesmo edifício.

Nosso trajeto em Honduras. Voltaremos ao país em breve, quando estivermos na Guatemala

1) MIGRACIÓN – HONDURAS

O prédio é no meio da estrada. Estacionamos ao lado dele e as abordagens de tramitadores e cuidadores de carro começaram. Negamos todas, educadamente.

A fila da migración estava grande, talvez por ser domingo. Aguardamos nossa vez na fila. Estava um calor inexplicável e o cansaço estava começando a bater.

Quando chegou nossa vez, entregamos nosso passaporte e nos deram o carimbo de saída. Os oficiais foram novamente muito simpáticos. Aliás, ficamos com uma boa impressão dos hondurenhos! Os nossos carimbos vieram diferentes. Não entendemos o motivo, mas também não questionamos.

Custo de saída de Honduras: não há.

2) ADUANA – HONDURAS

Fomos para a janela da aduna, no mesmo prédio e entregamos a documento de importação temporária do carro. A oficial ficou com ele e disse que podíamos seguir. O passaporte do proprietário do veículo também é carimbado pela aduana. No carimbo eles colocam algumas informações referente ao carro (marca e número do chassi, por exemplo).

Mesmo com a demora da fila, em 40 minutos nossa saída de Honduras tinha sido feita.

Custo de saída do carro de Honduras: não há.

Documento de Importação Temporária de Honduras que devolvemos para Aduana ao sair do país

3) MIGRACIÓN – EL SALVADOR

Atravesamos a ponte e o prédio da migración e aduana de El Salvador já estava em nossa frente (todo o trâmite é feito no mesmo prédio).

Estacionamos o carro na parte coberta, ao lado direito das janelas.

Fomos na janela da esquerda, para a migración. Novamente foram simpáticos com a gente, perguntaram para onde estávamos indo e nos explicaram sobre os dias restantes na região dos países membros do CA4 (Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala).

Em El Salvador não carimbam o passaporte na entrada.

Custo de entrada em El Salvador: não há.

4) ADUANA 1 – EL SALVADOR

Pegamos o carro e seguimos uns 15 metros até o final do prédio e viramos à esquerda. Paramos o carro “atravessado” entre as duas entradas do prédio. Ali fica a janela da aduana.

Entreguei os documentos de sempre e o oficial pediu cópia do passaporte, documento do carro e da habilitação (no meu caso, a Permissão Internacional para Dirigir – PID). Em nenhuma fronteira que cruzamos tinham nos pedido cópia da PID, por isso a gente não tinha. Ele mesmo tirou a cópia e continuou o processo.

O oficial foi fazer a vistoria do carro. Fez umas perguntas básicas e pediu para ver o VIN. No nosso caso, sempre mostramos o número do chassi, que é a informação que consta no documento oficial do carro. Todas as fronteiras que cruzamos até hoje aceitaram essa informação.

O oficial voltou para dentro do escritório e começou a fazer o documento de importação temporária do veículo.

Aqui o proceso deu uma enrolada. Ele parecia meio perdido na hora de preencher o documento. Fez várias perguntas sobre informações que não encontrou no documento original do carro. Ele até pediu para ver como tinham preenchido o documento lá na aduana de Hoduras, para usar como exemplo. Ainda bem que eu tinha tirado uma foto (já que a via física ficou com a aduana de saída) e mostrei a ele.

Essa parte do processo demorou 20 a 25 minutos, mas deu tudo certo.

Assinei uma espécie de declaração atestando que estava ciente dos prazos e da multa de exceder o limite de dias permitido no país. Uma via ficou com ele e a outra com a gente.

O oficial nos entregou 2 documentos de importação temporária (1 com as cópias dos documentos anexadas e outro só a a importação temporária mesmo). Assinamos os 2. Ele nos disse que o processo com ele havia terminado, mas precisávamos de uma etiqueta e um carimbo no documento. Conseguiríamos em outro prédio, uns 4 km mais pra frente.

4.1) ADUANA 2 – EL SALVADOR

Seguimos pela estrada por uns 4 km. Antes de passar por uma espécie de portal (um arco na estrada) com um checkpoint da polícia, vire à esquerda na rua de terra.

Siga uns 100 metros e você vai encontrar um prédio da aduana. Vá na janela 5 ou 6. Entregue os 2 documentos de importação temporária. O oficial vai colocar a etiqueta e carimbar os 2, mas vai ficar com o pacote que tem as cópias dos documentos pessoais. Ele devolverá a outra via do documento de importação temporária.

Finalmente, o processo chegou ao fim. No checkpoint embaixo do arco na estrada a polícia pediu para verificar nossos documentos e nos liberou rapidamente.

O processo de entrada em El Salvador demorou aproximadamente 1 hora e meia.

Custo de entrada do carro em El Salvador: não há.

Já passava das 5 horas da tarde e nosso primeiro destino no país estava uns 70 km de distância. Para evitar dirigir a noite (nunca fazemos isso), resolvemos parar logo na primeira cidade depois da fronteira (a pequena Santa Rosa de Lima). Encontramos um hotel super simples por 20 dólares. Após dirigir por 3 países em um mesmo dia, decidimos que a gente merecia esse luxo e ficamos.

A partir dali poderíamos começar a explorar El Salvador, o país de número 14 em nossa aventura pelas Américas!

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Ricardo Breda

Com 28 anos, Ricardo já visitou 40 países e não está nem um pouco satisfeito; seu objetivo é conhecer todos os países do mundo e o Memórias de Mochila dará uma boa ajuda pra isso! Graduado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pelo Mackenzie, deixa para trás uma carreira no mercado financeiro para satisfazer sua inquietude e curiosidade com relação a novas culturas.

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