Nossa passagem por Belize foi relâmpago. Ficamos apenas 4 dias por lá. Apesar, gostamos do clima do país, das estradas que passam por regiões bucólicas e, é claro, das paradisíacas ilhas. Infelizmente tivemos que acelerar um pouco para chegar ao México. Tínhamos compromissos pessoais com data marcada.

Exploramos a principal atração do país – Caye Caulker. Veja como foi nossa passagem por lá clicando aqui.

Era hora de finalizar nossa viagem pela América Central e apontar a bússola para o norte. O México era nosso próximo destino. Abaixo contamos como foi cruzar a fronteira de Belize-México por Chactemal.

1) MIGRACIÓN – BELIZE

A fronteira de Belize foi muito tranquila. Chegamos, estacionamos o carro à direita, atravessamos a rua e entramos no prédio grande. No primeiro balcão entregamos nossos passaportes e tivemos que pagar a taxa de saída do país. O custo foi de 80 dólares de Belize para nós 2. O pagamento só pode ser feito em dinheiro. É aceito tanto dólares de Belize como dos EUA. É entregue comprovantes de pagamento por pessoa.

Após pagar a taxa de saída fomos para as cabines da migración. Entregamos nossos passaportes e o papelzinho que nos foi dado quando entramos em Belize. Tudo finalizado em menos de 5 minutos.

Custo de saída de Belize (para nós 2): 80 dólares de Belize.

2) ADUANA – BELIZE

Seguimos para a aduana. Entramos em uma porta dupla de madeira, atravessamos o corredor e saímos do outro lado do barracão. Fomos direito para a janela da aduana, entregamos o Documento de Importação Temporária (TIP) e o passaporte do proprietário do veículo. Após 2 minutos tudo estava resolvido.

Em frente ao prédio ficam algumas pessoas que trocam dinheiro. Quando passamos por ali a cotação estava 1 dólar de Belize para 8 pesos mexicanos. Se você não tem pesos mexicanos, troque aqui. Na parte da fronteira do México não há caixa eletrônico e nem cambistas.

Custo de saída de Belize (para o carro): não há.

3) MIGRACIÓN – MÉXICO

Seguimos para o lado mexicano. Atravessamos a grande ponte, cheia de policias, muro alto, cerca elétrica… nada como as demais fronteiras da América Latina.

Paramos no primeiro prédio logo depois da ponte. Ali pegamos o formulário de migración e passamos pela inspeção fitossanitária. A gente tinha bastante comida, tivemos que entregar tudo, porém não tivemos que pagar nada. O pessoal da inspeção foi super atencioso e eduacado com a gente.

Preenchemos o papel da migración e fomos para o prédio de trás (10 metros à frente). Estacionamos à direita, em frente à escada.

Fomos direto para a janela da migración (entrando pelas escadas, passe pela porta de vidro e vire para esquerda). O oficial foi simpático e perguntou quanto tempo a gente ia ficar no país. Explicamos da nossa viagem de carro pelo continente e perguntamos se poderíamos obter o visto máximo (de 180 dias). O oficial concordou e nos mandou para a janela do Banjercito (no mesmo salão) para pagar a taxa de entrada.

Pagamos 533 pesos mexicanos por pessoa para entrar no país. Essa quantia pode ser paga também em dólares ou no cartão (Visa ou Mastercard). Pegamos o comprovante e voltamos na janela da migración. O oficial nos deu os 180 dias, carimbou nosso passaporte e nos devolveu uma parte do formulário que preenchemos. Este papel tem que ser devolvido ao sair do país.
A parte da migración estava feita.

Custo de entrada no México (para nós 2): 1.066 pesos mexicanos.

4) ADUANA – MÉXICO

Voltamos para a janela do Banjercito para fazer a TIP. Entregamos as cópias dos documentos de sempre (passaporte do proprietário do veículo, Permissão Internacional para Dirigir e documento do carro) e aguardamos a oficial elaborar o documento. Foi conferido o número do chassis e a placa do carro. Não foi feita inspeção no interior do veículo.

No México a importação temporária do carro tem um custo de US$ 59. Diferente de alguns outros países, esse processo pode ser feito online, com antecedência, no site https://www.banjercito.com.mx. Caso feito online, o valor é um pouco mais baixo (algo como US$ 52).

Além desse valor, é necessário deixar um depósito de garantia que é devolvido quando o veículo deixa o México. No nosso caso, esse depósito de garantia foi no valor de US$ 300. O valor depende do ano do veículo. Seguem os valores vigentes em Junho de 2018.

• Veículos de 2007 até hoje: 400 dólares de depósito de garantia;
• Veículos de 2001 até 2006: 300 dólares de depósito de garantia;
• Veículos fabricados de 2000 pra baixo: 200 dólares de depósito de garantia;

É importante guardar todos os comprovantes e papéis entregues pois o depósito de garantia tem que ser integralmente devolvido quando a documentação temporária do veículo for cancelada (ou seja, quando o carro sair do México).

Nós pagamos tudo no cartão do BB Américas. Os valores foram convertidos para pesos mexicanos utilizando a taxa de conversão estabelecida pelo Banjercito.

Juntamente com a TIP é entregue um adesivo para colar no vidro do carro. Esse adesivo também precisa ser devolvido quando o carro foi sair do México.

O seguro é obrigatório no México, portanto compramos online pelo site https://www.bajabound.com assim que entramos no país. O valor do seguro depende de muitos fatores (cobertura e quantidade de dias, por exemplo). Contratamos um seguro por 6 meses no valor de US$ 170. Foi o seguro mais caro por enquanto.

Custo de entrada no México (para o carro): US$ 59 (entrada do carro) + US$ 170 (seguro obrigatório por 6 meses) + 1.066 pesos mexicanos (entrada de nós 2). Não incluímos o valor do depósito de garantia visto que essa quantia será devolvida quando sairmos do país.

Estávamos com um pouco de receio dessa fronteira, mas acabou tornando-se uma experiência bem tranquila. O pessoal foi simpático com a gente, o processo foi rápido e o lugar estava praticamente vazio. Os trâmites no lado mexicano duraram pouco mais de 1 hora. Apesar da tranquilidade, esta foi, sem dúvidas, a fronteira mais cara que passamos até o momento.

 

Após 424 dias viajando pelo continente americano, finalmente chegamos à América do Norte. O México é o nosso país de número 17 nessa aventura!

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Ricardo Breda

Com 28 anos, Ricardo já visitou 40 países e não está nem um pouco satisfeito; seu objetivo é conhecer todos os países do mundo e o Memórias de Mochila dará uma boa ajuda pra isso! Graduado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pelo Mackenzie, deixa para trás uma carreira no mercado financeiro para satisfazer sua inquietude e curiosidade com relação a novas culturas.

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