O roteiro do Memórias de Mochila foi feito com muita ansiedade e animação!
Escolher as cidades de uma viagem de ano sabático pode parecer muito fácil, mas para nós não foi assim. Muitas vezes tivemos que parar, pensar duas vezes, conversar muito, pesquisar e consultar o nosso orçamento antes de definir o roteiro.
Primeiramente tivemos que realizar uma ampla pesquisa a respeito dos nossos pontos de interesse devido a fatores como: o planejamento quanto às vacinas a serem tomadas, a escolha de roupas adequadas para o clima a ser enfrentado, os seguros (do carro e de viagem) que podem ser exigidos por governos locais, especificidades das fronteiras, além do idioma falado, do câmbio e custos básicos de alimentação e camping.
Além disso, para nós foi essencial buscar dados a respeito dos níveis de segurança apresentados pelos potenciais destinos, já que dormir em um carro ao invés de um hotel com portaria e segurança 24 horas é mais arriscado, estamos carregando nossa casa conosco, todos os nossos eletrônicos e equipamentos fotográficos e, portanto, necessitamos ter cuidados além dos habituais.
Nesse sentido, passar ou não pela Venezuela foi foco de muita pesquisa e discussão. Como sabemos, o país passa por dificuldades sócio-econômicas graves e seus índices de segurança infelizmente assustam turistas como nós.
Ao menos por enquanto, optamos por deixá-la fora da nossa rota. A nossa decisão se deve a relatos de viajantes que não tiveram boas experiências naquele país com relação a segurança. Apesar disso, pretendemos nos atualizar constantemente e conversar com pessoas que tenham estado em terras venezuelanas há pouco tempo a fim de estudar a possibilidade de mudar de ideia. Torcemos para que possamos nos sentir confiantes para tanto, pois queremos muito conhecer as belezas naturais da Venezuela!
Veja a seguir qual é o plano de viagem que traçamos.
Sairemos da cidade de Limeira (localizada no interior de São Paulo) e percorreremos as estradas do Sudeste e Sul do Brasil até chegar a Chuí (no Rio Grande do Sul) para cruzar a fronteira com o Uruguai. De lá seguiremos para a Argentina até chegar ao extremo sul do nosso continente, “a cidade do fim do mundo”, Ushuaia. Então seguiremos subindo no mapa até atingir o Alasca!
O percurso incluirá: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, de onde despacharemos o nosso carro de navio para a América Central.
Nesta parte dirigiremos pelas estradas dos seguintes países: Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e Belize.
Então passaremos a fronteira com o México para entrar na América do Norte! Lá seguiremos pelas estradas da costa dos EUA, atravessaremos o Canadá até chegarmos ao Alasca! Depois disso, voltaremos aos EUA cruzando-o para o outro lado até atingirmos Miami, de onde enviaremos o nosso carro de navio de volta pra casa.
Fizemos um planejamento mais detalhado com relação às cidades dos primeiros países que percorreremos com o objetivo de facilitar a nossa rotina no começo da viagem, quando tarefas aparentemente simples podem ser dificultadas pela nossa falta de experiência.
Dessa maneira, poderemos nos habituar ao dia-a-dia na estrada mais tranquilamente. Mais tarde definiremos os nossos próximos destinos diariamente. Entretanto, não descartamos a possibilidade de mudar de ideia caso recebamos indicações de lugares legais pelo caminho.
A possibilidade de ir para onde quisermos é algo que nos agrada muito e torna a nossa viagem ainda mais interessante!
Memórias de Mochila
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muito show pessoal… estou curtindo muito..
como lhrs falei no facebook. em junho eu saio daqui do acre pelo peru e desço para ushuaia. talvez nos topemos. vou usar u, Gen3 tb. ja fiz os desertos de sal e atacama entrando pela bolivia. RECOMENDO é mágico!
Que legal, Luis!
Esperamos poder te encontrar! Sempre bom trocar ideias com outros viajantes 🙂
Valeu pela dica! Um abraço e boa viagem!!
Pessoal, que incrível! Muito bom mesmo!!! Parabéns.
Por quais motivos não foi possível concluir o roteiro inicial, que seria até o Alasca?
Abraços.
Obrigado pela mensagem!
Nós fomos mudamos os planos durante a viagem e nos adaptando à vida na estrada. No início traçamos a rota total para ser feita em 1 ano e durante a viagem percebemos que isso seria impossível. Se a gente fizesse em 1 ano não íamos conhecer nada nem aproveitar nada.
Passamos a ir mais devagar e em 1 ano e meio de viagem estávamos no México, com muitos kms a percorrer ainda. Por isso resolvemos finalizar por ali mesmo e deixar o restante da América do Norte para uma próxima oportunidade.
Abraços