Em uma longa viagem de carro é importante planejar diversas coisas antes de pegar a estrada. Os pedágios não podem ficar de fora desse planejamento, assim como trajeto, disponibilidade/preço de combustível, tempo de deslocamento, situação da estrada e tantos outros pontos importantes.

Informações sobre pedágios nem sempre são fáceis de encontrar, portanto nesse post vamos focar nestas pequenas cabines.

Pode não parecer verdade, mas o valor gasto com pedágios podem somar uma quantia bem alta no final de uma grande viagem. Portanto, é bom estar preparado e com dinheiro no bolso.

Neste post vamos compartilhar nossos números pelos lugares que passamos. Quanto gastamos em pedágio, em qual país gastamos mais, qual foi o mais caro, entre outros dados. Além disso, vamos dar algumas dicas importantes para viajantes  que estão ou que vão sair pelo mundo 🙂

PEDÁGIOS EM NÚMEROS

Nós dirigimos mais de 26.000 km pelas estradas da América do Sul e todas as vezes que encontrávamos um pedágio torcíamos para o caminho estar liberado. Isso aconteceu bastante no Peru. Infelizmente, somente por lá. Em alguns outros países o pedágio virou inimigo de nosso orçamento.

Vamos aos números.

– Pelas estradas da América do Sul passamos por nada mais nada menos que 116 pedágios. Isso significa que, em média, a cada 225 km rodados, pagamos 1 pedágio.

– O país que mais pagamos pedágio foi o Chile. Foram 27 no total.

– O país que menos pagamos foi a Argentina. Apenas 4.

– A Colômbia é conhecida por ter os pedágios mais caros da América do Sul. Infelizmente nós não exploramos muito as estradas colombianas. Por lá foram 22 pedágios.

– Apesar de rodarmos consideravelmente pouco na Colômbia, pagamos 1 pedágio a cada 85 km no país.

– Na Argentina pagamos 1 pedágio a cada 1.513 km! Que sonho, né?

– Tivemos um gasto total de US$ 285,68. Uma média de US$ 2,46 por pedágio.

– O pedágio mais caro foi de 6 dólares, no Chile. O mais barato foi no Equador, 0,25 dólares.

pedágios américa do sul

DICAS

Guarde sempre o comprovante de pagamento. Algumas vezes encontramos avisos em placas informando que a polícia poderia pedir por eles (principalmente na Colômbia). Nunca nos pediram, mas aparentemente é uma possibilidade.

– Geralmente as estradas com melhor infraestrutura possuem serviço de guincho, auxílio mecânico, e auxílio médico gratuito para quem trafega pelas suas pistas. Isso é muito comum na estrada Panamericana, que costuma ser a estrada em melhor estado nos países. A parte traseira do comprovante de pagamento do pedágio costuma ter informações sobre estes serviços, como telefone e o que pode ser utilizado.

Alguns sites podem ajudar a descobrir quantos pedágios existem no seu trajeto. Uma pesquisa rápida no Google por “mapa de peajes carreteras Colombia” (ou qualquer outro país) retorna alguns bons resultados. Outra forma de pesquisar é buscar por “Toll Booth” ou “Peaje” no aplicativo Maps.Me.

– Muitas vezes alguns viajantes buscam por rotas alternativas para não pagar pedágio. Pode ser que funcione. Ao invés de ir pela estrada A você pode ir pela B que não tem praças de pedágio, por exemplo. Mas muitas vezes a “saída” é passar por estradas rurais em estado de conservação duvidoso. Dependendo do trajeto alternativo, pode não valer a pena arriscar.

OBSERVAÇÕES

Nós dirigimos pouco pela Bolívia, por isso não pagamos nenhum pedágio e optamos por não incluir o país nos dados que mostramos acima.

Nosso carro – um Land Rover Defender – paga, geralmente, a tarifa mais baixa do pedágio (exceto pelas motos). Quem viaja com Motorhome, por exemplo, vai pagar mais caro. Leve isso em conta em seu planejamento.

Para checar por onde já passamos e planejar sua rota pela América do Sul, clique aqui.

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Ricardo Breda

Com 28 anos, Ricardo já visitou 40 países e não está nem um pouco satisfeito; seu objetivo é conhecer todos os países do mundo e o Memórias de Mochila dará uma boa ajuda pra isso! Graduado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pelo Mackenzie, deixa para trás uma carreira no mercado financeiro para satisfazer sua inquietude e curiosidade com relação a novas culturas.

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