A Nicarágua estava nos conquistando. Após passar por San Juan del Sur e pela ilha de Ometepe, nosso próximo destino era a cidade colonial de Granada.
Granada é uma das cidades mais importantes do país e uma parada essencial aos viajantes que visitam a Nicarágua. Seus prédios coloridos, imponentes igrejas e o clima interiorano de uma clássica cidade colonial é o convite perfeito para passar 1 ou 2 noites por ali.
Os principais pontos da cidade podem ser conhecidos a pé, embaixo de um sol escaldante que nos fez decretar Granada a cidade mais quente por qual passamos até agora em nossa viagem.
Conheça mais sobre Granada neste post.
Catedral de Granada
Prédio no Parque Central
COMO CHEGAR
Nós viemos de Ometepe, pela principal estrada do país (a NIC-2). Ela é toda asfaltada, está em bom estado, mas não tem muita coisa até chegar em Granada.
De ônibus, você pode vir por Rivas (se estiver em Ometepe ou San Juan del Sur). De Rivas a Granada o trajeto leva aproximadamente 2 horas e custa US$ 1. Para quem está em Manágua, os microônibus saem da UCA assim que estiverem cheio. O trajeto leva 1 hora e meia e custa aproximadamente US$ 1.
CONHECENDO GRANADA
PARQUES E IGREJAS
É possível conhecer os pontos principais da cidade a pé. Tudo é muito perto, porém o clima da cidade é extremamente quente. Portanto, prefira caminhar bem cedinho ou mais pro final da tarde.
Uma boa pedida para começar o dia é dar uma volta pelo Parque Central, em frente à Catedral e ao Palácio Episcopal. O local tem muitas árvores e é possível observar o dia a dia dos locais. Se estiver com um orçamento mais livre, opte por um dos cafés em volta da praça para relaxar.
É possível subir na torre da Catedral e observar o Parque Central de cima. O prédio é lindo e cartão postal da cidade. O custo para subir na torre é de 30 córdobas por pessoa (US$ 1).
Do Parque caminhe dois quarteirões pela calle Real Xalteva até chegar a outra igreja, a La Merced. Ali também é possível subir na torre pelo mesmo valor da Catedral. A diferença é que daqui é possível ter a visão clássica da cidade, com as cores da Catedral e o lago Cocibolca (ou Nicarágua) ao fundo. Subimos nas duas torres, mas gostamos mais dessa.
Parque Central visto de cima
Detalhes Catedral
Ponto de observação na Catedral
Vista a partir da igreja La Merced
CHARUTOS DOÑA ELBA
Se estiver com pique para caminhar, continue pela Real Xalteva por mais dois quarteirões até chegar ao Parque Xalteva. Vire a esquerda e caminhe 1 quarteirão até chegar na famosa Doña Elba Cigars, fábrica e loja de charutos.
Ali é possível ver como são fabricados os famosos charutos, tirar dúvidas sobre a fabricação (que é totalmente manual) e ainda fazer o seu próprio (por um valor adicional). Quando estivemos por lá não havia ninguém na loja, por isso nos deram alguns charutos para experimentar. Acompanhamos a produção por alguns minutos, conversamos com o pessoal, mas não fizemos o nosso próprio charuto, por conta do preço (US$ 7, com direito a levar o charuto para casa).
Foi uma experiência diferente e bacana. Apesar de não sermos fumantes, experimentamos os saborizados que são mais leves.
Para comprar tem charuto de todos os tipos, tamanhos, sabores e preços. Compramos alguns avulsos para presentes. O avulso saiu por US$ 4 cada.
CALLE LA CALZADA
Devido ao calor extremo na cidade, um passeio pelo calçadão, calle La Calzada, a noite pode ser muito agradável e refrescante.
A La Calzada liga o Parque Central ao Parque Guadalupe. Está repleta de restaurantes, bares e sorveterias. A maioria dos bares contam com happy hour ou alguma promoção 3x2 em bebidas ou comidas.
Se você viaja com o orçamento apertado, assim como nós, é possível comprar a famosa cerveja Toña em qualquer mercadinho por 30 córdobas (US$ 1) e sentar em algum dos bancos do calçadão.
Havia policiamento pela região e nos sentimos seguros, apesar de acharmos as ruas da cidade escuras durante a noite.
ONDE COMER EM GRANADA
Café de Las Sonrisas – Café na calle Real Xalteva, 1 quarteirão e meio do Parque Central. A comida é muito gostosa e os preços são justos. O que chama atenção aqui é o lado social do negócio. O café é ligado ao Centro Social Tio Antonio e é a primeira cafeteria da América comandada exclusivamente por pessoas com deficiência auditiva.
O prato típico da Nicarágua sai por 95 córdobas (pouco mais de US$ 3).
La Frontera – Um pouco mais afastado do centro, o La Frontera oferece opções mais junk foods para aqueles que estão cansados da combinação arroz, feijão, salada e banana.
A comida é deliciosa, mas os preços são um pouco mais altos para quem está no modo econômico. Lanches e quesadilhas a partir de 160 córdobas (+- US$ 5). A cerveja é vendida pelo mesmo preço que no mercado.
EXTRA: LAGUNA DE APOYO
A Laguna de Apoyo é uma lagoa localizada entre Masaya e Granada, formada na caldera de um extinto vulcão. O local é uma reserva natural e o turismo na região vem crescendo, apesar de ainda ser pouco conhecido.
Nós fizemos uma parada por lá após nossa passagem por Granada, já que a Laguna de Apoyo fica no caminho entre a colonial e o Vulcão Masaya.
O lugar é simplesmente lindo e um dos mais relaxantes que já passamos em um bom tempo. Há diversas opções de hospedagens em volta do lago, mas nós optamos pelo Paradiso Hostel. Acampamos no estacionamento do hostel e utilizamos sua infraestrutura, que é espetacular.
O local estava lotado de turistas (maioria dos EUA ou Europa). É possível andar de kayak, nadar ou simplesmente ficar tomando uma cerveja de frente para o lago. A noite sempre rola algo no bar do hostel. O lugar é ótimo para quem quer socializar e conhecer gente nova.
Nós passamos dias deliciosos na Laguna de Apoyo. Foi o lugar que mais gostamos de conhecer na Nicarágua. Portanto, não podemos deixar de recomendar a todos que estejam pela região passar uns 2 dias por lá, relaxando e curtindo a natureza!
A Nicarágua realmente nos surpreendeu!
MAIS FOTOS
Iglesia La Merced
Catedral
Ricardo Breda
Latest posts by Ricardo Breda (see all)
- Izamal, a cidade amarela do México - 28 de agosto de 2018
- Como sacar no BB Américas sem pagar taxa adicional - 23 de agosto de 2018
- Como cruzar a fronteira Belize-México por Chactemal - 5 de agosto de 2018






