A cidade de Paracas, a 260 km a sul de Lima é onde está localizada uma importante área preservada da natureza peruana, a Reserva Nacional Paracas.

Pacata e com o clima chill out de pequenas cidades praianas, Paracas é um destino ideal para quem curte praia, clima agradável e belas paisagens.

Bastante turística, a cidade tem uma gama de hospedagens diversificada. Há desde resorts 5 estrelas a pequenos hosteis. Além disso, restaurantes especializados em turistas estão em toda parte com seus tradicionais “menus do dia”, que quase sempre incluem um bom peixe frito e seus pisco sours promocionais para atrair visitantes.

Paracas é ainda o nome de uma antiga civilização que habitou aquela região na época pré-colombina, desde 700 anos a.C. até 200 anos d.C., um povo rico em cultura, tradições e manifestações artísticas.

Saiba mais sobre essa interessante região.

Uma das praias da Reserva Nacional Paracas

A RESERVA NACIONAL PARACAS

 

O pensamento que se tem quando se chega à Reserva Nacional Paracas é “como o deserto e o mar se encontraram”? É estranhamente bonito ver essa combinação tão exótica em um lugar tão rústico e preservado!

O mar por lá tem cores esverdeadas intensas e seu contraste com o amarelo da areia impressiona. Além disso, compõem a paisagem formações rochosas cheias de recortes que foram esculpidos pelo vento (a exemplo da famosa Catedral) e enormes precipícios. Outros cenários de Paracas são belas praias, animais exóticos e dunas de areia em horizontes dourados a perder de vista.

A Reserva é uma imensa área de 335.000 hectares criada a fim de preservar as espécies de animais e as belas praias locais, o que inclui tanto ecossistemas terrestres quanto marinhos, além de heranças da cultura Paracas.

Outras características incluem temperaturas amenas e vento bastante forte, com velocidade de até 100 km/h (fenômeno denominado “vento paracas”), além de ausência de chuvas.

As pequenas embarcações nas praias da reserva

Charlie em um dos pontos de observação

Mais detalhes das embarcações

As intensas cores da paisagem local

Há dois sítios arqueológicos na Reserva, os quais exploram as ricas descobertas da cultura Paracas que ali habitava. A exposição dos objetos encontrados é realizada no museu Julio C. Telo.

Com relação à fauna e à flora locais, destacam-se os exemplares marinhos de algas, corais, lobos marinhos, peixes e uma infinidade de aves. Todos esses animais são encontrados principalmente nas chamadas Ilhas Ballestas, sobre as quais falaremos mais adiante neste post.

Nós nos divertimos muito em Paracas observando pelicanos à beira mar e pássaros diversos fazendo seus voos rasantes pela água em busca de alimentos. Por vezes alguns mergulhavam e rapidamente sumiam por aquela imensidão azul! Experiências como essa fizeram da nossa passagem por lá especial. Em alguns momentos parecia que estávamos em um filme!

 

Alguns detalhes adicionais sobre a Reserva Nacional Paracas:

  • Para entrar na Reserva é preciso pagar uma taxa de 10 soles por pessoa (na época da nossa visita isso significava mais ou menos 10 reais). Há um ticket promocional que dá direito a entrar na Reserva e nas Ilhas Ballestas. Falaremos mais sobre ele.
  • Nós percorremos os caminhos do parque com o nosso carro, porém há vários tours que fazem o trajeto. Estes são feitos em ônibus, quadricículos e até mesmo bicicletas. Os preços para o passeio em ônibus são por volta de 25 soles com duração de meio dia e para os outros é cobrada uma taxa por hora.
  • A maioria dos caminhos dentro da Reserva é de carro, obviamente. Mas os caminhos estão bons e não há necessidade de um carro 4x4 para percorrer as trilhas por lá.

A beleza das praias

A imensidão azul

Os caminhos de areia dentro da reserva

Charlie em mais um mirante

SAIBA MAIS SOBRE AS ILHAS BALLESTAS

 

As Ilhas Ballestas são um conjunto de pequenas ilhas consideradas parte da Reserva Nacional onde visitantes buscam observar animais como peixes, pinguins, aves e lobos marinhos. Apelidado de “pequena Galápagos”, o lugar encanta com sua concentração de fauna em habitat natural.

As ilhas são importantíssimas para a economia da região e não só pela parte turística. O que muitos não sabem é que o solo das ilhas é completamente forrado por “guano”, que são os excrementos das aves marinhas que alí vivem. Sim, as ilhas são formadas por toneladas de excremento de aves.

O guano é um excelente adubo natural, completamente orgânico, usado no mundo todo. Ele é rico em nitrogênio e fósforo e toneladas são produzidas anualmente na ilha, mas são coletadas apenas a cada 6 anos pelos “guaneros”. O trabalho é feito manualmente.

O geoglifo em forma de candelabro no caminho para as ilhas

Estruturas de onde se extrai o guano

O TOUR

 

O tour para conhecer as Islas Ballestas é uma das mais famosas atrações da cidade e sai todos os dias em vários pequenos botes que levam aproximadamente 25 turistas cada um. Os horários para fazê-lo são na parte da manhã, devido ao céu estar normalmente mais aberto. A duração do passeio é de aproximadamente 2 horas.

Nós optamos pelo horário das 10 da manhã e tudo correu muito tranquilamente. Após conversar com vários vendedores que se espalham pelo porto, negociamos e conseguimos o bom preço de 35 soles por pessoa (algo como 35 reais para cada). Não é necessário reservar com antecedência. Nós fechamos 30 minutos antes do barco sair, por exemplo.

É bom lembrar que esse não é o único valor a se pagar. Há uma taxa de 5 soles que refere-se a encargos do porto e a entrada para as ilhas, que custa 10 soles*.

*Atenção: há um ticket promocional que inclui a entrada para a Reserva Natural e para as Ilhas Ballestas por 15 soles. Caso você visite os dois lugares (nós recomendamos que sim!), vale a pena comprar este promocional. No final é uma economia de 5 soles por pessoa.

O bote demora aproximadamente 30 minutos para chegar nas ilhas, período em que vai em alta velocidade no mar e em que sentimos o forte vento gelado característico da região. Os botes não tem cobertura, então é importante levar algo para proteger do sol e dos ventos.

No caminho o bote faz uma pequena parada para observarmos o famoso Candelabro, uma figura de 180 metros desenhada nas areias das dunas do deserto. A figura lembra muito as famosas Linhas de Nasca e seu significado permanece um mistério até os dias de hoje.

Depois disso, começamos a vislumbrar o aspecto rochoso das ilhas que se aproximavam e com o tempo chegamos bem perto dos animais que vivem nelas. Vimos lobos marinhos descansando, milhares de pássaros em seus bandos e pequenos pinguins. Uma experiência única e que definitivamente recomendamos.

Por ser uma área preservada, não é permitido descer da embarcação em nenhum momento, nem mesmo tocar os animais. Mas a proximidade que se tem mesmo do mar é suficiente para observá-los, tirar fotos e quase tocá-los!

O aspecto rochoso das ilhas

Lobos marinhos

Pássaros voando em meio às rochas

Pelicanos

DICAS

 

  • A quantidade elevada de turistas faz com que os preços na cidade sejam altos considerando o que é oferecido. Vale a pena pesquisar e pensar duas vezes antes de escolher algum lugar para comer, hospedar-se ou comprar.
  • Não se esqueça de roupas de frio para se proteger dos fortes ventos locais. Apesar do clima predominantemente quente, elas podem ser necessárias em várias partes do dia.
  • Leve sapatos confortáveis para explorar a Reserva. Alguns pontos de observação exigem pequenas caminhadas.
  • Leve lanches para o tour na reserva ou prepare-se para pagar por refeições excessivamente caras por sua qualidade.
  • Remédio para enjoos são indicados para quem sofre desse tipo de problema em percursos de barco (dica para quem optar pelo tour para Ballestas).
  • Negocie preços. Como em qualquer lugar no Peru, essa é uma prática comum e que quase sempre resulta em menores preços para o comprador.
  • Lembre-se que a infraestrutura dentro da Reserva é limitada (beira quase o nulo). Banheiros por exemplo são escassos e destes, muitos permanecem fechados.
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Memórias de Mochila

Casal que resolveu explorar as estradas e belas paisagens do continente americano por 1 ano a bordo de um Land Rover Defender 110. De Ushuaia ao Alasca, temos muitas histórias para dividir com vocês. Pegue carona com a gente!

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