Depois de mais de 100 dias no Peru, nossa passagem por lá chegou ao fim. Era hora de seguir para o próximo – e sétimo – país de nossa aventura: o Equador!

Estávamos super ansiosos para iniciar uma nova viagem. Sempre que mudamos de país sentimos como se nossa aventura estivesse começando de novo. Novos destinos, novos costumes, novas comidas, novas palavras… tudo novo!

Com relação ao Equador estávamos muito animados com um ponto em especial: iríamos conhecer as famosas Ilhas Galápagos, um lugar paradisíaco que sempre tive vontade de visitar.

Compramos nossas passagens quando estávamos em Cusco em uma ótima promoção da Avianca e planejamos direitinho para podermos encontrar um amigo do Brasil que voaria para lá na mesma época que a gente.

Mesmo planejando tudo certinho, nossa viagem à Galápagos quase não aconteceu!

No dia anterior ao nosso vôo iríamos cruzar a fronteira do Peru com o Equador e seguir para Guayaquil, cidade equatoriana de onde partiríamos para as ilhas. Contudo, um problema mecânico no Charlie quase nos fez perder nosso vôo!

No dia 2 de novembro de 2017 acordamos cedo e nos preparamos para seguir para a fronteira. Dias como esse são sempre mais estressantes que os demais. Geralmente ficamos preocupados com as burocracias da fronteira, com os documentos, se estamos nos esquecendo de algo… são preocupações normais, porém sempre ficamos apreensivos.

Estávamos a aproximadamente 50 km da fronteira e depois teríamos mais uns 250 km até Guayaquil. Isso significaria umas 6 hora de viagem aproximadamente. Tínhamos tempo suficiente para chegar em Guayaquil, arrumar nossas coisas e encontrar um lugar para deixar o Charlie enquanto estívessemos nas ilhas.

Contudo, como nem tudo são flores em uma viagem como a nossa, uns 10 km depois de pegarmos a estrada começamos a ouvir um barulho estranho vindo do motor do carro. Era um ruído familiar, já o tinha escutado no Brasil quando estávamos preparando o carro para a viagem.

Paramos no acostamento e fomos dar uma olhada. A correia do alternador estava “patinando” (ou “apitando”). Como disse, tivemos esse mesmo problema no Brasil. Lá, nossa bomba d’água quebrou, o que fez nossa correia estourar e causar uma parada não programada e nada agradável no meio da rua. Estávamos em minha cidade e resolver o problema foi fácil, porém dessa vez não teríamos essa vantagem.

Com medo de ficaros parados na estrada novamente, demos meia volta e fomos para o camping de Zorritos para tentar resolver o problema. Zorritos é um povoado super pequeno no norte do Peru e mecânicos são escassos por lá. Fomos buscar um, porém não encontramos nada.

E agora?

Quase não fomos à Galápagos
Quase não fomos à Galápagos

Estávamos com um problema: não queríamos seguir com o carro desse jeito, porém não poderíamos ficar e perder nosso vôo.

Eram 10:30 da manhã e começamos a pensar em soluções. Ainda tínhamos quase 24 horas até o horário do nosso vôo.

Conversamos com os donos do camping e depois de pensar em diversas saídas, decidimos deixar o carro estacionado lá mesmo e seguir para Guayaquil de ônibus. Porém tínhamos outro problema: o único horário de ônibus para Guayaquil era ao meio dia e o ônibus saía de Tumbes, última cidade ao norte do Peru a 40 km de onde estávamos.

Tínhamos pouquíssimo tempo até chegar em Tumbes. Arrumamos nossas malas correndo, em uns 5 minutos. Jogamos umas poucas trocas de roupa dentro, pegamos nossas câmeras e corremos pegar o ônibus. Por sorte nossa o dono do camping nos levou e chegamos muito mais rápido do que se fôssemos de táxi. Ele salvou nossa viagem!

Chegamos em Tumbes 11:45 e o ônibus partia às 12:00. Corremos comprar as passagens, torcendo para que ainda houvesse lugar!

E… sim, ainda havia passagem! Nossa viagem à Galápagos estava cada vez mais perto!

A viagem de Tumbes à Guayaquil levou 5-6 horas. Foi uma viagem confortável, em um ônibus semi-leito, com comida e bebida  grátis.

Foi estranho cruzar a fronteira dessa maneira, pois estávamos acostumados fazer isso com nosso inseparável amigo Charlie. Mas tínhamos certeza que fizemos a escolha certa dentro das possibilidades existentes. Garantímos nossa viagem e deixamos o carro seguro para quando voltarmos de Galápagos resolver o problema com a correia.

Chegamos na maior cidade do Equador já a noite e não tivemos tempo – nem cabeça – para conhecer nada. Faríamos isso quando passássemos por lá de carro. Ficamos em um hotel familiar próximo ao aeroporto, já que nosso vôo no dia seguinte seria bem cedo.

Quer saber como foi nossa passagem pelas Ilhas Galápagos? Clique aqui e aqui!

Quase não fomos à Galápagos
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Ricardo Breda

Com 28 anos, Ricardo já visitou 40 países e não está nem um pouco satisfeito; seu objetivo é conhecer todos os países do mundo e o Memórias de Mochila dará uma boa ajuda pra isso! Graduado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pelo Mackenzie, deixa para trás uma carreira no mercado financeiro para satisfazer sua inquietude e curiosidade com relação a novas culturas.

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