Campeche é o nome de um estado e de uma cidade na península de Yucatán, no México. A cidade, capital do estado, tem grande importância histórica para o país devido às batalhas que ali ocorreram na época colonial e ao seu porto, considerado estratégico naquele período.

Devido a tais fatores, nos séculos XVII e XVIII foi construída uma muralha e dois fortes que serviriam para proteger a cidade de futuros ataques. Os muros foram levantados de maneira a circundar Campeche e hoje são uma atração turística.

O centro histórico, onde estão situadas tais edificações, foi completamente restaurado e pintado de maneira colorida, tornando-se um lugar muito bonito e agradável para passeios. Além disso, ele concedeu à cidade o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Veja nesse post todas as nossas dicas sobre o que fazer em Campeche.

*Todos os valores mencionados nesse relato correspondem a uma viagem realizada em Agosto de 2018.

1. PERDER-SE POR ENTRE AS RUAS COLORIDAS DO CENTRO

Com ruas estreitas e coloridas repletas de cafés, restaurantes, bares e, é claro, turistas, o centro é parada obrigatória para os visitantes de Campeche. Este não é exatamente o lugar ideal para ver a vida dos moradores locais, porém é definitivamente um bom passeio para os amantes de arquitetura ou simplesmente cores.

A conservação dos prédios por lá impressiona a cada esquina e faz com que o turista se sinta convidado a ver mais e a caminhar sem um roteiro definido pela região.

Além disso, a Calle 59 (rua mais famosa do centro) fica ainda especial à noite quando é fechada para a passagem de carros. Restaurantes e bares colocam suas mesas para fora e criam uma atmosfera agradável para um jantar ou simplesmente um drink adquirido nos muitos Happy Hours por lá oferecidos.

Calle 59, a rua mais famosa de Campeche

A praça central

Nayara e detalhes das construções

Uma das igrejas no centro

2. VISITAR OS FORTES

Há dois fortes em colinas construídos com o propósito de proteger a cidade de ataques na época colonial, são eles Fuerte de San Miguel e Fuerte San Jose el Alto. Para visitá-los é preciso ir de carro ou taxi.

Ambos têm museus em seu interior e belas vistas para o mar em suas partes altas. Essas são edificações do século XVIII que ainda guardam objetos da época colonial como canhões, jóias e artesanato.

As duas fortalezas funcionam de terça a domingo das 8 da manhã às 5 da tarde e tem um custo de 45 pesos para entrada.

Nós visitamos San Jose el Alto e adoramos a pequena exposição em seu interior, muito interativa, tecnológica e interessante.

San Jose el Alto

Vista em San Jose el Alto

3. VER A PUERTA DE LA TIERRA E SEU SHOW DE LUZES

A Puerta de la Tierra é desde a sua construção a principal entrada da cidade colonial de Campeche. Esta é uma construção militar do século XVIII ainda preservada nos dias atuais.

Ela recebe de quinta a domingo às 20 horas um show de luz e sons chamados “O lugar do sol”. Com duração de 60 minutos, o espetáculo consiste em explicações sobre os principais acontecimentos da história local e tem um custo de 50 pesos.

Puerta de La Tierra

Na praça central

4. VISITAR AS RUÍNAS DE EDZNÁ

Edzná é um importante sítio arqueológico maia habitado desde 600 aC até 1000 dC. Trata-se de ruínas pré-hispânicas grandiosas que incluem pirâmides, plataformas e casas em aproximadamente 200 construções, que ocupam uma área de 25 km quadrados. Os estilos arquitetônicos lá encontrados são o Pucc e o Chenes.

Todas as noites a partir das 19 horas ocorre um show de luzes e som em Edzná, se você gosta desse tipo de atração, vale a pena reservar uma noite para assistir o espetáculo.

A partir é Campeche é possível ir em ônibus, excursão ou carro até Edzná. A distância é de 60 km.

O ingresso geral custa 45 pesos. O show de luzes tem um custo de 127 pesos.

 

edzna google

A principal pirâmide de Edzná. Fonte: Google

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Nayara Freitas

Curiosa desde que se conhece por gente, Nayara é natural de uma pequena cidade no interior de SP e sempre quis ir além. Com 26 anos é graduada em Administração e Gestão de Comércio Internacional pela UNICAMP. Deixou pra trás uma vida estável de trabalho em uma multinacional para explorar tudo de melhor que a América tem a oferecer e não se arrepende. Viver viajando é um sonho que se torna realidade todos os dias com o Memórias de Mochila.

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