A CIDADE

Saímos de Montevideu com muitas expectativas para conhecer a famosa Colonia de Sacramento e não nos decepcionamos!

A pequena cidade está localizada a 178 km da capital e o acesso é facilmente feito pela Ruta 1, uma estrada duplicada e bem sinalizada. Há 2 pedágios até lá, que custam aproximadamente 9 reais cada.

Colonia, como é chamada pelos uruguaios, possui ruas charmosas, bem arborizadas e arquitetura diferente das outras localidades por onde passamos. Isso se deve à colonização de lá ter sido realizada por portugueses (a única cidade no Uruguai assim).

No centro histórico é possível ver várias referências ao passado. Os estabelecimentos comerciais e restaurantes tentam criar uma atmosfera saudosa com muitas luzes, carros antigos, arte e elegantes mesas para as refeições.

Nós tínhamos pouco tempo para fazer turismo, apesar disso, pudemos apreciar a linda paisagem a beira mar, ver o pôr do sol impressionante que se tem ali e sentir a atmosfera do lugar ao andar pelas lindas ruas e pracinhas de lá.

Os principais pontos de visitação incluem a Plaza Mayor, uma praça arborizada e bonita, o grande farol, onde se pode subir e ter uma vista panorâmica dos arredores e a Calle Suspiros, onde melhor se observa as casas coloridas antigas típicas da cidade.

O passeio em Colonia pode ser feito todo a pé e recomenda-se fazê-lo com calma, a fim de não perder nenhum detalhe (já que são muitos) e ter tempo para tirar quantas fotos quiser.

É possível ainda conhecer a parte mais moderna de Colonia, onde as avenidas são maiores bem diferentes do centro histórico. A mais movimentada delas é a Avenida General Flores, onde há comércios, bancos, bares e restaurantes. E de onde também se pode ter acesso a avenida a beira mar onde há o Muelle ou píer, ponto ideal para observação dos barcos.

Visitar Colonia de Sacramento foi interessante e nos deu mais uma perspectiva sobre o Uruguai. Gostamos muito.

EM BUSCA DE HOSPEDAGEM BARATA

A fim de dormir na cidade sem custos, perguntamos no terminal do Buquebus se poderíamos estacionar o nosso carro no estacionamento perto da balsa para passar a noite. Era difícil conseguir informação e quando finalmente conseguimos conversar com um policial, ele disse que não seria possível, por “questões de segurança”.

Partimos em busca de outros lugares. Não estávamos muito a fim de pagar para dormir na cidade, pois chegamos por lá no final da tarde e nossa balsa era cedinho, logo no primeiro horário do dia.

Em frente a rodoviária encontramos um estacionamento exclusivo para viajantes que estavam usando o serviço da Buquebus. A “diária” era 200 pesos. Em frente havia um posto de gasolina com WiFi e banheiro. Parecia um lugar bom e barato (de acordo com os preços altos da cidade).

Não satisfeitos, fomos procurar internet a fim de tentar encontrar outras opções baratas de alojamento. O Ricardo jurava ter visto um albergue por 7 dólares a diária, para 2 pessoas (algo impossível naquela cidade). Duvidei, é claro. E ele foi “simular” a reserva do quarto e, sem querer, acabou apertando botões demais no Booking.com e reservando um hostel chamado El Español.

O quarto estava muito fedido (muito mesmo!) e era pouco confortável. Além de não ter bom atendimento. Mas, erros acontecem e vida de mochileiro nem sempre é com a noite que gostaríamos hehe

O BUQUEBUS

O ferry Buquebus é o mais conhecido no Uruguai para aqueles que desejam ir a Buenos Aires por mar. Existe ainda uma outra compania que oferece o mesmo serviço por menor preço, a Colônia Express, porém ela só transporta passageiros e não veículos, então não poderíamos utilizá-la.

Compramos as passagens do Buquebus pela internet com antecedência. No site deles (clique aqui) há uma interface para que se consulte disponibilidade, e se escolham datas e horários para a viagem.

As tarifas variam de acordo com a hora de partida. Nós escolhemos a mais barata, que partia às 7 da manhã e como era necessário chegar ao local de embarque com 1 hora de antecedência, pulamos cedo da cama. Pagamos 787 pesos argentinos pelo carro e 492 pesos argentinos para cada um de nós (algo como 350 reais ao todo).

Achamos o procedimento tranqüilo. É como se fosse um embarque internacional de aeroporto, mas com o adicional de ser necessário que um dos passageiros se dirija à área informada para estacionar o carro.

Não é permitido que se viaje dentro do veículo. Todas as pessoas são direcionadas para um espaço confortável, com poltronas, um café e até um free shop. Enquanto os veículos vão no subsolo da balsa.

O trajeto tem 50 km e é realizado em aproximadamente 40 minutos.

Em Buenos Aires, os passageiros passam pelos trâmites aduaneiros e migratórios normais de entrada no país e desembarcam no famoso Puerto Madero, no coração de uma das mais movimentadas áreas da capital argentina.

DICAS

  • Hospedagens e restaurantes são caros em Colônia, especialmente se estiverem localizados no centro histórico. Quem tem orçamento apertado precisa pesquisar bastante a fim de encontrar estabelecimentos com bom custo-benefício.
  • Na cidade venta muito, mesmo no calor é bom levar blusas de manga comprida a fim de não passar frio.
  • No Buquebus, ao começar a se aproximar de Buenos Aires a paisagem fica bonita com os grandes prédios argentinos começando a aparecer no horizonte, então tente sentar na janela para boas fotos!
  • A balsa não é a única maneira de fazer a travessia Colonia-Buenos Aires. Existe também a possibilidade de fazer essa travessia por terra. O caminho é bem mais longo, contudo. Você andará algo como 500 km a mais, e fará a travessia por Fray Bentos/Gualeguaychú. Fizemos as contas e, economicamente falando, para nós não valia a pena. Além disso, a cidade de Gualeguaychú está localizada na província de Entre Ríos e, segundo pesquisamos, essa província é a que tem a polícia mais rígida da Argentina. E eles tem fama de não gostar muito de brasileiros. Por isso, resolvemos não arriscar.
Trajeto Colonia Buenos Aires

Nossa passagem pelo Uruguai terminou com lembranças de belas paisagens e locais pouco explorados por brasileiros. O próximo destino era a Argentina e seus milhares de quilômetros a explorar, nesse que será o terceiro país de nossa viagem de carro!

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Memórias de Mochila

Casal que resolveu explorar as estradas e belas paisagens do continente americano por 1 ano a bordo de um Land Rover Defender 110. De Ushuaia ao Alasca, temos muitas histórias para dividir com vocês. Pegue carona com a gente!

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