Após explorar a bela cidade de Antígua, no sul da Guatemala, partimos para aquela que seria a nossa maior aventura no país e uma das maiores da nossa viagem de carro pelas Américas: a visita a Semuc Champey.

Nós desviamos muito da nossa rota, pegamos estradas secundárias, íngremes e sinuosas, mas não nos arrependemos dos sacrifícios feitos para explorar aquele que consideraríamos um dos lugares mais impressionantes da América Central.

Veja nesse texto tudo o que você precisa saber para conhecer Semuc Champey!

O QUE É SEMUC CHAMPEY

Semuc Champey é o nome de um monumento natural localizado na parte norte da Guatemala, departamento de Alta Verapaz, na pequena cidade de Lanquín. Um local remoto e simples, onde a população ainda guarda ricas tradições indígenas, inclusive em seu idioma, por meio do uso da língua Maia Quiché (o espanhol é utilizado com os turistas).

O nome Semuc Champey é indígena e significa “onde o rio de esconde das pedras” e dá pistas quanto à natureza do lugar, composto por piscinas naturais de água cristalina, que adquire tons esverdeados por seus minerais.

Trata-se de partes do rio Cahabón, que devido ao relevo montanhoso, acaba por se dividir em poças de diferentes tamanhos e ganha a forma de uma “ponte de pedra” de 300 metros de comprimento.

O belo cenário das águas fica ainda mais encantador com o verde da floresta existente a sua volta. Não à toa, este é um dos pontos turísticos mais visitados do país.

O PARQUE

Semuc Champey fica dentro de um parque natural. Nele há caminhos em pedra bem marcados, além de escadas em pedra e madeira, banheiros, armários e trocadores de roupa. A estrutura é simples, porém é o suficiente para que o visitante não se perca.

As atividades por lá consistem em:

  • nadar nas piscinas naturais,
  • subir 40 minutos até um ponto chamado “El Mirador” (de onde tira-se a foto considerada clássica do lugar),
  • prática de tubing no rio Cahabón (custo adicional de 50 quetzales pelo aluguel de boias),
  • visita à caverna K’an Ba (uma caverna por onde caminha-se dentro d’água por 1 hora apenas com traje de banho e uma vela, com custo adicional de 60 quetzales).

ATENÇÃO!

– A visita requer uma combinação de roupas e sapatos variada, já que é recomendável ir com sapatos confortáveis e fechados para a longa caminhada, especialmente para a subida de 40 minutos até o mirante. Além disso, é claro, é preciso levar  roupas de banho.

– Dentro do parque não há restaurantes ou lanchonetes, há apenas ambulantes vendendo comidas rápidas e bebidas em sua entrada. Por isso, é bom levar consigo lanches e água.

*Todos os valores mencionados nesse post são de Maio de 2018.

DICAS

COMO CHEGAR

 

A maior cidade próxima a Semuc Champey é Cobán, mas, normalmente o povoado de Lanquín é a base para visitar o local.

A região que abriga essas cidades é bastante isolada, considerada de difícil acesso. A maneira mais utilizada por visitantes para chegar até lá são as vans oferecidas por agências de turismo. Estas partem de Antígua (trajeto de 10 horas) e de Flores (8 horas de viagem), considerados os mais importantes pontos turísticos guatemaltecos.

Outra opção é ir de ônibus até Cobán e de lá tomar outro ônibus a Lanquín. A passagem de Cobán a Lanquín custa 20 quetzales (tentaram nos cobrar mais, então fique atento ao valor pago pelos moradores) e a viagem demora aproximadamente 2 horas.

Em Lanquín (na praça central) há caminhões que levam as pessoas na caçamba até Semuc Champey. Nós pagamos 20 quetzales por pessoa após negociação. O transporte é bastante precário, quase tanto quanto os 12 km de estrada por onde passa, que são cheios de buracos, curvas e pedras. O percurso dura aproximadamente 1 hora e meia e é feito de pé, segurando em um ferro.

QUANTO CUSTA

 

A entrada para o parque custa 50 quetzales por pessoa. Não é necessário contratar guia.

QUANTO DIAS FICAR

 

Devido ao difícil acesso, normalmente dorme-se 2 noites em Lanquín ou Cobán, dependendo da logística de visita escolhida. Assim, tem-se 1 dia completo para exploração do parque.

QUANDO IR

 

Dias chuvosos podem alterar a percepção da cor da água, além de dificultar as caminhadas e subidas pelas escadas escorregadias do parque. Por esse motivo, é recomendável evitar a época chuvosa, que vai de Junho a Outubro.

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Nayara Freitas

Curiosa desde que se conhece por gente, Nayara é natural de uma pequena cidade no interior de SP e sempre quis ir além. Com 26 anos é graduada em Administração e Gestão de Comércio Internacional pela UNICAMP. Deixou pra trás uma vida estável de trabalho em uma multinacional para explorar tudo de melhor que a América tem a oferecer e não se arrepende. Viver viajando é um sonho que se torna realidade todos os dias com o Memórias de Mochila.

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