Cuenca é apaixonante. Com fundação que data de 1557, a cidade tem uma grande quantidade de ruelas coloniais e prédios antigos preservados. Nela é possível encontrar atrações de diversos tipos e realizar um turismo diferente do tradicional no Equador.
A capital da província de Azuay tem um nome grande (Santa Ana de los Ríos de Cuenca) e uma altitude de 2.538 metros acima do nível do mar. Com uma população de 580.000 habitantes, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1999 e está localizada no Sul do país, entre belas montanhas andinas.
Descubra neste post o que fazer em Cuenca, a cidade mais colonial do Equador!
Uma das 52 igrejas cuencanas
Rio Tomebamba
1. CONHECER O CENTRO HISTÓRICO
O Centro Histórico é a mais importante área de Cuenca, o motivo pelo qual a cidade foi considerada Patrimônio Cultural da Humanidade em 1999.
Suas ruas repletas de casas e prédios bem conservados em estilo colonial revelam jóias arquitetônicas, como o edifício Clínica Bolívar, o Palácio da Justiça, a Alcadía e as 52 belas igrejas por lá espalhadas (dizem ser 1 diferente para cada domingo do ano).
O rio Tomebamba é tido como o marco que delimita o fim do centro e o começo da parte nova da cidade. A diferença entre ambos os lados é gritante e faz dessa região ainda mais interessante. Ele é um dos 3 rios que corta a cidade, junto com o rio Tarque e Yanuncay, todos com nascente no Parque Nacional Cajas. Veja mais sobre o parque em tópico mais abaixo.
Outro destaque é a Calle Larga, onde estão situados hotéis, museus, restaurantes e mercados populares que funcionam em construções antigas e bem conservadas.
Andar sem rumo pelas ruas do centro é uma das coisas mais divertidas a se fazer em Cuenca. Coloque um sapato confortável e separe a câmera fotográfica para o passeio! 
Palácio da Justiça
Clínica Bolivar
2. VISITAR O PARQUE CALDERÓN E AS CATEDRAIS DE CUENCA
O Parque Calderón é o coração de Cuenca. Trata-se de uma bela e arborizada praça circundada por grandiosos prédios de arquitetura colonial, entre os quais destacam-se as duas catedrais da cidade: a antiga (Iglesia del Sagrario) e a nova (Catedral de la Inmaculada Concepción).
A catedral mais velha hoje é um museu de arte religiosa e a nova catedral faz as funções de igreja.
A nova catedral é considerada um cartão postal da cidade com suas abóbadas azuis e grandes paredes amarronzadas permeadas por vitrais. Sua arquitetura tem estilo gótico renascentista. Ela impressiona ainda com um interior rico em detalhes e obras de arte e também com seu terraço*, de onde tem-se uma bela vista.
*Para subir ao terraço é necessário pagar uma taxa de 2 dolares por pessoa (valor de Janeiro de 2018) e enfrentar uma longa escada em espiral de aproximadamente 150 degraus. A visita pode ser feita de segunda a sábado, das 08:30 as 16:30.
A Catedral Nova de Cuenca
O interior da Catedral Nova de Cuenca
Parte de cima da Catedral Nova de Cuenca
Mais detalhes da Catedral Nova de Cuenca
3. DESCOBRIR A ORIGEM DO CHAPÉU PANAMÁ
Localizado na Calle Larga e com entrada gratuita, o Museu del Sombrero de Paja Toquilla é um passeio certeiro para quem quer saber mais sobre os métodos de fabricação do icônico chapéu Panamá. Apesar do que denota o nome, o chapéu Panamá tem origem cuencana e sua produção artesanal está diretamente ligada à história econômica do município.
O museu tem aproximadamente 150 anos e foi fundado por uma das famílias produtoras de chapéus mais tradicional da cidade, a Paredes Roldán.
Trata-se um lugar pequeno, onde é possível ver em 3 diferentes salas as etapas de produção do chapéu. Além disso, há uma infinidade de modelos para se provar e comprar e uma linda vista da cidade em um café localizado no terraço do prédio.
4. DEBRAVAR O PARQUE PUMAPUNGO E O MUSEU DO BANCO CENTRAL
Localizado na Calle Larga com a Av. Huayna Capac, o Museu do Banco Central está sob uma área arqueológica chamada Pumapungo.
Nele estão exibidos objetos de antigos povos indígenas e da época colonial, além de haver exposições de artistas contemporâneos e amostras de moedas equatorianas antigas.
Já no sítio arqueológico, que assim como o museu pode ser visitado gratuitamente, há resquícios da cultura Cañari inca, com bonitas terrazas e uma vista panorâmica de Cuenca. Os objetos lá encontrados também estão expostos no museu e refletem aspectos cotidianos da vida dessa importante cultura.
Vista do Parque Arqueológico Pumapungo
Nayara e a vista do Parque Arqueológico Pumapungo
5. TER A MELHOR VISTA DA CIDADE NO MIRADOR DE TURI
O Mirador de Turi é um passeio imperdível para quem visita Cuenca.
Localizado em cima de uma colina, a poucos minutos de carro do Centro Histórico, o lugar oferece uma visão panorâmica da cidade e rende boas fotos. De lá pode-se avistar vários pontos de importantes como as abóbadas da grandiosa Catedral Nova e as estreitas e coloridas ruas coloniais do centro.
Visitado principalmente por turistas, Turi conta com uma igreja, uma praça e alguns comércios, como restaurantes e lojas de artesanato.
Nós fomos até lá em um ônibus de 2 andares que faz rotas turísticas pela cidade (daqueles clássicos) e achamos que valeu a pena. O trajeto inclui também uma longa volta pela parte antiga de Cuenca e breves explicações sobre a história de suas principais construções. Pagamos 8 dolares por pessoa por uma volta de 1 hora e 40 min de duração (preço de Janeiro de 2018).
A bela vista de Cuenca a partir do Mirador de Turi
6. PROVAR A GASTRONOMIA LOCAL
A gastronomia equatoriana é repleta de delícias e Cuenca é um excelente destino para experimentá-las!
No Mercado 10 de Agosto, que fica na Calle Larga, é possível encontrar iguarias a preços bastante baixos e ter uma noção de como é o dia-a-dia dos moradores que por ali fazem suas compras. Por lá pode-se provar comidas como: bolón de queso, humita (parecida com a nossa pamonha), chicharón, suco de tomate de árbol (delicioso!), seco de pollo e outros. Vale a visita!
Com um preço um pouco mais elevado, porém com uma qualidade superior, há o Café Áustria. O lugar funciona em um prédio antigo colonial com ambiente decorado para que você se sinta na época da sua construção! O cardápio tem opções de comidas para qualquer hora do dia.
Além disso, é fácil encontrar pelas ruas os tradicionais “menus del día”, que são refeições econômicas. Normalmente eles incluem uma sopa, um prato principal (chamado por lá de segundo), uma bebida e uma sobremesa. Os preços são muito convidativos, encontramos menus a partir de 2,50 dolares (preço de Janeiro de 2018) no Centro Histórico.
Outras recomendações:
– Para uma boa cerveja artesanal uma boa pedida é o La Compañia, uma cervejaria/bar onde há 6 tipos de cerveja fabricadas por eles e algumas comidas para beliscar. 1 litro de cerveja artesanal sai por 5,50 dolares.
– Para um sorvete saboroso a indicação vai para o Tutto Fredo, que fica no Parque Calderón. O lugar oferece ainda várias delícias da confeitaria.
O colorido Mercado 10 de Agosto
Ricardo degustando um bolón de queso
7. TER UMA AVENTURA NO PARQUE NACIONAL CAJAS
O Parque Nacional Cajas é ideal para quem busca paisagens naturais e tranquilidade.
A apenas 30 km de Cuenca, com uma área de mais de 280 km quadrados e altitude que pode ultrapassar os 4.000 metros, o parque impressiona com a beleza de suas lagoas, rios, altas montanhas e verdes vales. Além de sua rica fauna com muitas aves andinas e flora característica.
Para chegar ao parque é possível tomar um ônibus no terminal de Cuenca e descer na entrada “La Toreadora”. O custo da passagem é de aproximadamente 2 dolares. A entrada é gratuita.
Cajas é procurado principalmente pelos amantes de caminhadas e trekkings. São mais de 15 caminhos mapeados de diferentes dificuldades para se escolher. Há trilhas a partir de 45 minutos até algumas em que é preciso dormir no parque. Para isso pode-se acampar ou optar pelo refúgio, que conta ainda com restaurante.
A temperatura por lá é baixa em qualquer época do ano e o clima é bastante instável, portanto, é recomendável levar roupas de frio e sapatos impermeáveis, além de casacos corta-vento. Se for acampar leve equipamentos para frio intenso.
DICAS
COMO CHEGAR
A partir de Quito a viagem a Cuenca é longa e pode durar 9 horas em ônibus, já partindo de Guayaquil a duração é de aproximadamente 5 horas. Os preços para viajar em ônibus no Equador são convidativos (o custo é de aproximadamente 1 dolar por hora de viagem) e pode ser uma opção prática, dado que não é necessário comprar passagem com antecedência.
Neste link você encontra um guia sobre como viajar de ônibus no Equador.
Há ainda opções de voos a partir de Quito e Guayaquil, porém os preços são mais altos (a partir de 150 e 200 dolares respectivamente).
ONDE FICAR
A fim de estar em um local estratégico para aproveitar a cidade, o melhor é considerar opções de hospedagem no Centro Histórico. As tarifas de hotéis em Cuenca são mais caras em comparação com o resto do Equador, porém não são exorbitantes. Vale a velha dica de reservar com antecedência para ter melhor custo-benefício.
QUANDO IR
O período Junho a Setembro é considerado época seca em Cuenca, o que facilita os passeios no que se refere à chuva. Porém o clima por lá é instável devido à localização entre serras e à altitude elevada.
MAIS FOTOS
Sinalização na famosa Calle Larga
Rua Simón Bolívar, no Centro Histórico
Mais detalhes da arquitetura
Um dos antigos prédios que rodeiam o Parque Calderón
Nayara Freitas
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boa noite Amiga,
Estou viajando para o Equador dia 13 de outubro e gostaria e saber sobre as ruinas de ingapirca, que fica perto de Cuenca. Vale à pena a visita? Qual a logística para se chegar lá?
Olá Valdizio! Obrigada pelo seu comentário!
O Equador é um país lindo e com certeza vai te encantar!
Infelizmente não conheço nada sobre as ruínas de Ingapirca, de modo que não consigo te ajudar com informações a respeito.
Boa viagem!
parabens pelo roteiro
ja estou ansioso para conhecer
passarei dois dias
Que bom que gostou! Esperamos que te ajude 🙂
Boa viagem!
Nunca havia pensado em visitar o Equador. Estou decidido agora. Linda matéria.
Olá William!
Muito obrigado pelo seu comentário, ficamos felizes em saber que gostou!
O Equador é um país muito belo e com certeza vale a pena conhece-lo!
Abraços,
Nayara e Ricardo