Como foi nossa primeira noite na estrada

Chegou o dia! Ou melhor, a noite! Dizem que a primeira noite na estrada é sempre inesquecível e posso dizer que a nossa foi bem marcante. Nós nunca tínhamos acampado antes (a não ser em um teste da barraca na garagem de casa… patético, né?), então era tudo muito novo para nós.

Estávamos a 70 km de nosso ponto de partida, na cidade de Valinhos, interior de São Paulo. Era uma segunda feira, início de noite, quando chegamos ao camping. O local, além de hospedagem, era também uma espécie de parque aquático. Então imaginem quanta gente estava acampando em plena segunda feira de abril? Isso mesmo, senhoras e senhores, ninguém. Estávamos sozinhos em um camping no meio do mato na nossa primeira noite da viagem!

Abrimos nossa barraca, montamos nossas mesas e cadeiras e pegamos o fogão para cozinhar. Primeira gafe da viagem: esquecemos o funil para colocar gasolina no fogão. Explico: nosso fogão é a gasolina, nós colocamos um pouco do combustível em um compartimento e ele abastece as 2 bocas do aparelho. Porém, por questões de segurança, precisa encher este compartimento com a ajuda de um funil. E nós esquecemos o nosso. E os donos do camping já estavam dormindo.

Resumo: nossa primeira janta na estrada foi a versão pobre de queijos e vinhos. Queijo mussarela (com um toque gourmet de azeite e orégano!) e 2 mini (bem mini MESMO) garrafinhas de vinho que levamos conosco.

Na hora de dormir foi engraçado. Eu nunca tinha acampado (nunca mesmo, não é exagero), então eu fiquei um pouco desconfortável – pra não falar com medo – até conseguir pegar no sono. Barulho de qualquer coisa já me deixava meio atento. Folhas balançando por causa do vento, insetos, os cachorros que ficavam rondando nosso carro, enfim… eu tava no maior cagaço mesmo.

Mas deu tudo certo. Dormimos muito bem na barraca. Ela é realmente muito confortável.

No outro dia, com o sol transformando nossa barraca em uma estufa, pudemos ver melhor o lugar que estávamos. Era uma área muito grande e muito bonita, com um lago natural que trazia uma beleza única pro lugar.

Não perdemos muito tempo. Recolhemos nossas coisas, carregamos o carro e já partimos para a estrada novamente. Afinal, a gente tinha andado longos 70 quilômetros. Ainda tinha um pouquinho pela frente.

O Camping

De um modo geral, a infra estrutura do camping era muito boa. Onde estacionamos nosso carro tinha ponto de luz para carregarmos nossos equipamentos eletrônicos, existia também um ponto de água com mangueira para abastecer o reservatório. Os banheiros eram limpos, contudo a construção estava visivelmente prejudicada pelo tempo. Nada que atrapalhasse, claro. A água do chuveiro era quente, o que ajudou bastante, pois o local é afastado da cidade, no meio de uma estrada vicinal.

O preço não nos agradou. Pagamos R$ 90 pela diária (45 por pessoa) e só eram cobrados os alimentos consumidos na lanchonete. Achei caro pra um pernoite. Se pensar que a pessoa pode aproveitar a infra estrutura do parque aquático, até que vale a pena. Mas só pra uma pernoite…

Outro detalhe importante: não precisamos reservar com antecedência.

Macuco Lazer e Parque Aquático – http://www.macuco.com.br

Estrada Municipal Governador Mario Covas, KM 4,6 – Bairro Macuco – Valinhos/SP

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Ricardo Breda

Com 28 anos, Ricardo já visitou 40 países e não está nem um pouco satisfeito; seu objetivo é conhecer todos os países do mundo e o Memórias de Mochila dará uma boa ajuda pra isso! Graduado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pelo Mackenzie, deixa para trás uma carreira no mercado financeiro para satisfazer sua inquietude e curiosidade com relação a novas culturas.

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