Quando a nossa aventura de carro chegou à Guatemala, mal podíamos esperar para conhecer Tikal. Ansiedade essa que se intensificou após visitar outros destinos turísticos impressionantes do país, como Antígua, Semuc Champey e o Lago Petén Itzá. Pensávamos que se esse, que é o lugar mais famoso de lá, fosse ainda mais bonito, teríamos boas memórias a serem criadas por ali e não nos decepcionamos!
Afinal, Tikal é o maior complexo arqueológico maia do mundo! Como não se encantar?
Nesse post contamos quais foram as nossas impressões e damos dicas sobre o parque Tikal e Flores, cidade usada como base para explorá-lo.
A CIDADE DE FLORES
Flores é considerada a base para visitar o Parque Nacional Tikal. Trata-se de uma pequena ilha no famoso lago Petén Itzá, a aproximadamente 480 km da capital Cidade da Guatemala e a 60 km das ruínas de Tikal. *Para saber como chegar à cidade, confira a nossa sessão “Dicas”.
O tamanho diminuto da cidade (que pode ser percorrida em 20 minutos a pé) não impediu a criação de uma boa infra-estrutura turística, a qual conta com uma grande quantidade de hotéis, restaurantes e agências.
As construções por lá são antigas, porém foram restauradas e pintadas com diferentes cores, fato que traz ainda mais charme ao lugar. Outra atração é pôr do sol no lago, que pode ser assistido de um dos muitos bares com Happy-hours diários na pequena avenida na beira do lago.
Flores é ótima para relaxar e conhecer viajantes de todo o mundo. Não espere preços baixos para hospedagem e alimentação, a alta incidência de turistas o ano inteiro infla os preços, porém não os consideramos absurdos.
Uma excursão de lá para Tikal pode ser facilmente contratada em agências ou hospedagens e sai por volta de 70 quetzales ida e volta com horários a se escolher.
O PARQUE NACIONAL TIKAL
O Parque Nacional Tikal tem 575 quilômetros quadrados entre florestas e ruínas e foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Trata-se de um dos mais representativos sítios arqueológicos da civilização maia, que habitou o lugar por séculos até a sua decadência, em 900 dC.
Tikal funcionava como um centro comercial, religioso e cultural para os maias. Há aproximadamente 3000 construções em sua área, sendo que muitas delas ainda estão escondidas por vegetação e terra.
Além das ruínas, Tikal conta com um centro de visitantes, dois museus (Sylvannus G. Morley e Stelae), além de hotéis, campings e restaurantes.
HORÁRIOS
O horário de funcionamento do complexo arqueológico de Tikal é das 6 am às 5 pm todos os dias. Nós fomos por volta das 9 am e já estava bastante lotado, porém não havia fila para entrar.
ENTRADA
Os tickets custam 150 quetzales por pessoa (aproximadamente 20 dolares) para ir no horário regular.
Existe ainda uma outra modalidade em que você entra no parque antes das 6 am ou fica depois das 5 pm a fim de ver o nascer ou pôr do sol, nestes casos o custo é de 250 quetzales (mais ou menos 33 dolares)*.
Caso a compra do ingresso seja realizada depois das 3 pm, ele ainda pode ser utilizado no outro dia.
*Para valores atualizados consulte o site oficial do Parque.
Para quem vai de carro, há muito espaço para estacionamento e não é necessário pagar. Uma curiosidade é que após a portaria do parque, é necessário andar por 17 km a uma velocidade de 20 km/hora a fim de evitar colisões com animais silvestres que por ali vivem.
TRILHAS E PONTOS DE INTERESSE
Nem sempre temos internet em uma viagem e sem ela ou um mapa impresso, fica complicado definir qual direção tomar para as caminhadas em Tikal. A nossa solução foi utilizar um aplicativo de navegação offline, o Maps.me. É só fazer o download do mapa antes e pronto! Nesse link damos dicas de mais aplicativos que facilitam o nosso dia-a-dia na estrada.
A fim de te ajudar a planejar os caminhos dentro do parque, listamos a seguir alguns pontos de interesse:
- Plaza Central: onde estão os principais templos, incluindo o famoso Grand Jaguar (ou Templo I) e a sua frente o Templo II (onde há um mirante);
- Plaza de los 7 Templos: há 7 construções iguais lado a lado e um campo onde se praticava um jogo chamado Juego de Pelota;
- Templo IV: o mais alto de Tikal, que tem um mirante incrível de onde vê-se a selva ao redor das ruínas;
- Mundo Perdido: onde eram realizadas cerimônias e estudos meteorológicos.
O Parque Nacional Tikal abriga uma diversidade de animais, inclusive alguns em extinção. Certifique-se de respeitar o seu habitat natural mantendo as áreas limpas.
DICAS
COMO CHEGAR
Há transportes privados para Flores a partir de lugares como Antígua, Cidade de Guatemala, ou até mesmo de Copán Ruínas (Honduras) e El Tunco (El Salvador). Essa é a forma mais comum de locomoção para turistas na América Central.
Uma alternativa mais barata são os ônibus convencionais a partir de lugares como Cidade de Guatemala. Lá a empresa Fuente Del Norte realiza o percurso, que dura aproximadamente 9 horas. Outros pontos comuns de partida são Cobán, Rio Dulce (ambos na Guatemala) e San Ignacio (em Belize, próximo à fronteira entre os dois países).
Pode-se ainda tomar um voo. Há um aeroporto internacional bem próximo a Flores (em Santa Elena).
Tenha em mente que seja por ar ou terra, os transportes chegam a Santa Elena e não a Flores. Será necessário tomar um taxi, tuk-tuk ou ônibus até lá. E, além disso, você ainda estará a 60 km de distância de Tikal e precisará pagar um taxi ou contratar uma excursão em Flores.
QUANDO IR
Os meses de Outubro a Maio constituem a chamada temporada seca na América Central. Na Guatemala o mês mais chuvoso é Setembro. Vale a pena levar essas informações em consideração antes de programar uma ida a Tikal.
O QUE LEVAR
O clima em Tikal é tropical úmido. É calor o ano inteiro e há muitos mosquitos. Assim, é essencial levar protetor solar, água em abundância e repelente. Por lá não há caixas eletrônicos, portanto, leve dinheiro em espécie suficiente consigo. Além disso, não se esqueça de usar sapatos confortáveis e roupas leves para a caminhada.
Nayara Freitas
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